
O detalhamento dos resultados está nas análises de dados de mais de 15 anos de monitoramento, de 1991 a 2006, sobre as tendências das populações das tartarugas cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea).
Para a espécie de pente (Eretmochelys imbricata), houve um incremento de sete vezes, passando de 199 ninhos para 1.345 no período analisado (1991-1992 a 2005-2006). Hoje, o Brasil é uma das principais áreas de desova da tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata) no Atlântico, com o litoral norte da Bahia em primeiro lugar e o litoral sul do Rio Grande do Norte em segundo.

Para a cabeçuda (Caretta caretta) - a espécie mais comum desovando no litoral brasileiro -, foram analisados dados obtidos entre as temporadas reprodutivas de 1988/1989 e 2003/2004. O crescimento foi de cinco vezes, passando de 1.200 ninhos para mais de 6.000, colocando o Brasil como uma das principais áreas de desova do mundo, atrás apenas da Flórida, nos Estados Unidos, e Masirah, em Omã, no Oriente Médio.
A espécie oliva (Lepidochelys olivacea) aumentou o número de ninhos em 10 vezes, passando de 256 na temporada de 1991/1992 para 2.606 na temporada 2002/2003, tornando sua população uma das mais numerosas do Atlântico oeste.
Finalmente, os estudos para as tartarugas de couro (Dermochelys coriacea) - que apresentam um número muito reduzido de desovas - também registraram aumento, com variação de seis ninhos em 1993-1994 para 92 em 2002-2003.
Resultados
Populações começam a se recuperar
Dez milhões de filhotes protegidos