
A Reserva Biológica do Atol das Rocas foi a primeira unidade de conservação marinha criada no Brasil, em 1979. Situa-se a 144 milhas náuticas de Natal/RN e a 80 milhas náuticas do arquipélago de Fernando de Noronha. Circundado por um anel de arrecifes contendo duas pequenas ilhas e uma laguna central, é o único atol no Atlântico Sul. Com 7,2km2 de superfície e 3,2km de diâmetro, é um recife semi-circular composto por esqueletos calcáreos de algas, corais e moluscos. A área da reserva é de 360 quilômetros quadrados, incluindo o atol e toda a área marinha em volta, até a profundidade média de mil metros.
Rocas é a segunda maior área de reprodução da tartaruga-verde (Chelonia mydas) do país, depois da ilha de Trindade, no Espírito Santo. Além das juvenis dessa espécie, também abriga a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), que utiliza essas águas para abrigo e alimentação. A temporada de reprodução ocorre de dezembro a julho, quando se registram em média 400 desovas, com geração de 35 mil filhotes.
As águas cristalinas e abrigadas do interior do atol formam verdadeiras piscinas naturais que facilitam o trabalho de monitoramento das tartarugas marinhas através do mergulho. Neste local, podem ser capturadas para estudo com relativa facilidade, em diferentes estágios de vida - inclusive os machos, que normalmente não sobem às praias -, possibilitando a coleta de dados.
O trabalho de pesquisa e monitoramento das tartarugas marinhas é executado pela equipe do Tamar/Fernando de Noronha, em parceria com os pesquisadores da reserva.
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Fernando de Noronha - RN
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