26/05/2015 - Grandes aliados para a conservação das tartarugas marinhas no Brasil. Leia mais. ↓
No início dos anos 90, na Praia de Almofala, pequena vila de pescadores localizada no litoral oeste do Ceará, todas as tartarugas marinhas capturadas nas pescarias artesanais da região eram mortas e seus produtos e subprodutos vendidos em feiras e mercados locais. Quando chegou nessa mesma época, o Projeto Tamar bateu na porta dos pescadores para explicar a necessidade de se proteger as tartarugas para as gerações futuras. Hoje, o Tamar tem nos pescadores grandes aliados na conservação e proteção das tartarugas marinhas que procuram o mar dos municípios de Itarema e Acaraú para descansar e se alimentar, numa relação onde todos ganham.
No início, era necessário monitorar todos os currais de pesca montados nesses municípios. Hoje, dos 17 currais instalados somente 2 são monitorados por serem historicamente os que mais capturam animais desde juvenis a adultos. Entre 2013 e 2014, foram entregues espontaneamente por pescadores 239 tartarugas capturadas dos currais não monitorados e 486 dos dois currais monitorados. "Os dados indicam que estamos no caminho certo, quando chegamos por aqui, o destino desses animais era a panela", conta Eduardo Lima, coordenador do Tamar no Ceará. "Graças a relação de proximidade e respeito com os pescadores e a transformação destes em parceiros é possível hoje ver que todo o esforço está valendo a pena".
O litoral do Ceará é uma importante área de alimentação, descanso e corredor migratório de todas as espécies de tartarugas marinhas que ocoorem no Brasil. O Tamar tem uma base na Praia de Almofala e uma Sub-base na Praia da Volta do Rio, dois pontos de índices consideráveis de captura de tartarugas em currais de pesca. Realiza nessas áreas diversas atividades de Educação Ambiental e Envolvimento Comunitário além de auxiliar na geração de renda para as comunidades locais visando a proteção e a conservação das tartarugas marinhas.
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