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Visita de pescadores da Associação Peixe-boi rendeu boas histórias para contar

29/04/2016 - Intercâmbio de conhecimento e parceria pela conservação dos oceanos. Leia mais. ↓

Visita de pescadores da Associação Peixe-boi rendeu boas histórias para contar

Mazinho e a selfie com a galera

A Associação Peixe-boi de Porto das Pedras, em Alagoas, está começando um programa de capacitação de pescadores locais para o turismo de observação de peixes-boi na região. A nova oportunidade de geração de trabalho e renda para as comunidades e de proteção a um dos mamíferos marinhos mais ameaçados de extinção no Brasil levou 10 pescadores a uma visita inspiradora, nos dias 12 e 13 de abril, aos projetos TAMAR e Baleia Jubarte, na Praia do Forte/BA. A troca de experiências entre os participantes, as atividades acompanhadas e o bate-papo aproximaram pessoas que viveram histórias muito parecidas e que tiveram a chance de ver e sentir o quanto a união faz a força necessária para a conservação dos nossos queridos e tão importantes bichos do mar.

Foram dois dias intensos de atividades e muitas informações. No TAMAR, o grupo acompanhou a abertura de 3 ninhos de tartarugas marinhas e a soltura de filhotes no mar, participou da alimentação dos tubarões-lixa e das tartarugas, conheceu o programa de inclusão social e educação ambiental Tamarzinhos e a pesquisa dos anzóis circulares no Submarino Amarelo, viu como os pesquisadores e a comunidade recebem os visitantes. A visita guiada foi com Mazinho Santana, nascido em uma famíla de pescadores tradicionais da Praia do Forte, que começou criança como Tamarzinho, cresceu junto com as tartarugas, formou-se biólogo e até hoje trabalha pela conservação desses animais. “Foi muito emocionante um momento no espaço temático da pesca. Todos eles são muito envolvidos com pesca, mar, e falaram da gratidão por trabalhar em um projeto como este. Tinha pai e filha no grupo, e todos eles entendiam o que significa viver da pesca, proteger o seu lugar no mundo e cuidar dele para os seus descendentes”, conta Mazinho, que está aguardando em breve o nascimento do seu primeiro filho.

  

No Espaço Baleia Jubarte, os pescadores conversaram com a equipe do Projeto sobre as baleias, seus hábitos, comportamentos, curiosidades, e compartilharam o seu conhecimento sobre os peixes-boi. Conheceram o esqueleto real de uma baleia-jubarte adulta, as réplicas em tamanho natural representando diferentes comportamentos, como o salto e a exposição de nadadeiras peitorais. Conheceram o trabalho com o Turismo de Observação de Baleias responsável na Bahia, que envolve colaboração, educação, pesquisa e monitoramento em 10 praias, em parceria com as operadoras de turismo locais, desde Praia do Forte, Morro de São Paulo e Itacaré, até Caravelas, no extremo sul do estado. Conversaram também sobre a importância da capacitação dos guias de observação e sobre a compreensão dos turistas e das comunidades quanto ao turismo responsável e à conservação das espécies marinhas e dos oceanos.

  

Para a presidente da Associação Peixe-boi, a bióloga Flávia Rêgo, “além de todas as atividades que puderam acompanhar, foi muito proveitosa a troca de experiências vividas por nossos pescadores com as equipes de pesquisa que nos receberam com todo apreço, através de muito bate-papo. Tudo isso graças ao Projeto Monitoramento Comunitário da Biodiversidade, realizado pela Associação Peixe-Boi e Programa Peixe-boi em parceria com a APA Costa dos Corais, SOS Mata Atlântica e patrocinado pela Fundação Toyota do Brasil”.

Peixe-boi - A espécie é listada como “vulnerável a extinção” em âmbito mundial pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, 2012). Nos Estados Unidos é classificada como “ameaçada” pelo U.S. Endangered Species Act (1973). No Brasil é a espécie de mamífero aquático mais ameaçada de extinção, classificada como “em perigo crítico” desde 1989 (MMA, 2010).

Associação Peixe-boi - Uma associação comunitária, composta por ribeirinhos, pescadores, estudantes, todos moradores dos municípios de Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres, no litoral norte de Alagoas. Atualmente, conta com 53 associados, destes 20 são condutores do Passeio ao Santuário do Peixe-boi, 23 são remadores, além de artesãos e sócios colaboradores, todos nascidos e criados na região. Saiba mais: www.associacaopeixeboi.com.br

Projeto Baleia Jubarte - O Projeto Baleia Jubarte foi criado em 1988 para proteger as baleias-jubarte na região do Banco dos Abrolhos, principal berçário da espécie em todo o Atlântico Sul Ocidental, e desenvolver atividades socioeducativas com comunidades litorâneas da região, através da informação e educação ambiental. Posteriormente as ações se estenderam para o Norte da Bahia, onde foi fundada a segunda base do projeto, na Praia do Forte. Atualmente o Projeto Baleia Jubarte possui atuação sistemática na Bahia e Espírito Santo e pontual em outros pontos da costa, através de expedições e campanhas. O conhecimento obtido nas pesquisas é utilizado para contribuir para as políticas públicas nacionais e internacionais de conservação das baleias e dos oceanos onde elas vivem. Com o patrocínio da Petrobras desde 1996, o Projeto Baleia Jubarte já conquistou muitos desafios e o principal deles foi o considerável aumento populacional dessa espécie, que em 2014 foi retirada da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. O Projeto faz parte da Rede Biomar que reúne os principais projetos de conservação marinha patrocinados pela Petrobras. É realizado pelo Instituto Baleia Jubarte, organização-não-governamental sem fins lucrativos. Saiba mais: www.baleiajubarte.org.br

Projeto Tamar - Criado há 35 anos, o Projeto Tamar é uma soma de esforços entre a Fundação Pró-Tamar e o Centro Tamar/ICMBio. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha do mundo, seu trabalho socioambiental, desenvolvido com as comunidades costeiras, serve de modelo para outros países. O Projeto Tamar tem o patrocínio oficial da Petrobras desde 1983, através do programa Petrobras Socioambiental, e nos nove estados brasileiros onde atua recebe diversos apoios locais. Saiba mais: www.tamar.org.br

Tartaruga de couro ou gigante

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