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Tamar realizou o 6º Mês da Cultura Popular em Ubatuba

29/08/2016 - Valorização e resgate da cultura brasileira em suas diferentes expressões e formas. Leia mais. ↓

Tamar realizou o 6º Mês da Cultura Popular em Ubatuba

Fotos: José de Holanda

Para o Projeto Tamar de Ubatuba, em São Paulo, agosto é um tradicional período de manifestações culturais no município. O Tamar realizou a 6ª edição do Mês da Cultura Popular, evento que teve o objetivo de valorizar e apoiar o resgate da cultura brasileira em suas diferentes expressões formas. Tradição indígena, Dança da fita, Congada de Bastões de São Benedito, Canoa Caiçara, Fandango Ubatubano, Rabeca, Tambor de Crioula, Bonecas Abayomi foram algumas das maravilhas culturais mostradas durante o evento.

A programação foi aberta com a exposição fotográfica “Gente do Mar”, da pesquisadora Kilza Setti, que retrata a história e o modo de vida do povo caiçara, que sempre teve uma relação estreita com o mar e a mata. A exposição foi inaugurada no primeiro dia de agosto e permanece até o fim do mês de setembro. Num resgate das origens da cultura brasileira, diversas oficinas também foram realizadas, despertando a curiosidade e o interesse dos quase 300 participantes de todas as idades. “Como se faz uma canoa e remo caiçara”, “Como se faz uma rabeca”, “Oficina de tambor de Crioula” e “Oficina de bonecas Abayomi” mostraram um pouquinho das raízes do nosso povo. 

O público infantil viajou no imaginário do folclore, com as histórias da contadora Mariza Taguada. Com a participação de escolas municipais de Ubatuba, Mariza contou histórias do boi de conchas, do saci, do curupira e lendas regionais para um público total de quase 500 crianças ao longo do mês.

 

O palco do Tamar também esteve movimentado nesse período, com diversas atrações culturais. A apresentação musical do Tambor de Crioula do Grupo Cupuaçu trouxe o ritmo africano e a batida que originou diversos estilos musicais do Basil. A Dança da Fita do Itaguá mostrou uma sincronia de movimentos e cores vivas, representando o plantio e a colheita dos primeiros imigrantes europeus que chegaram ao sul do país.

Os índios Guarani da Aldeia Boa Vista apresentaram um pouco de seu canto e dança, resquícios de uma cultura quase extinta que ainda resiste em uma época em que os hábitos e costumes indígenas estão ameaçados de desaparecer no meio da vida urbana. A Congada de São Benedito contou com a ilustre presença de “Seu Dito” Fernandes, que ensinando a Congada aos mais jovens, mantém viva essa importante manifestação da cultura caiçara. O Fandango Ubatubano trouxe um pouco dos festejos caiçaras e animou a noite para a apresentação da Dança do Xiba, com o tradicional Grupo de Xiba do Puruba.

  

O Museu Caiçara, que fica no Centro de Visitantes do Tamar, foi palco para um delicioso Café Caiçara e contação de causos, com a ilustre presença do Sr. Luis Ernesto Kawall – fundador do Museu – e de muitos caiçaras contadores de causos, como a Sra. Neide Palumbo e o músico e mestre rabequeiro Mário Gato.

O encerramento aconteceu no último dia 20, com a apresentação musical da banda Os Cascudos, que interpreta canções sobre o Projeto Tamar e as tartarugas marinhas. Na sequência, o músico e compositor Luís Perequê, representante da cultura caiçara do sul do estado do Rio de Janeiro, fechou o 6º Mês da Cultura Popular com a participação especial de PC Castilho. 

Em diversos momentos da programação, a personagem Tortuguita - que dá nome ao chocolate em forma de tartaruga que apoia o Tamar em Ubatuba – apareceu para alegrar o público, posar para fotos e distribuir chocolates para os mais de 3.000 participantes que prestigiaram o evento.

Este evento contou com o patrocínio da Arcor do Brasil – marca Tortuguita, através da Suindara Radar e Rede, por meio do PROAC – Programa de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo. Foram parceiros na realização do evento o Silo Cultural de Paraty, o Museu Caiçara, a Rádio Vozes e a Tita nas Nuvens Produtora.

O Projeto Tamar é uma soma de esforços entre a Fundação Pró-Tamar e o Centro Tamar/ICMBio. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha do mundo, seu trabalho socioambiental, desenvolvido com as comunidades costeiras, serve de modelo para outros países. O Projeto Tamar tem o patrocínio oficial da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, o apoio do Bradesco Capitalização, e nos nove estados brasileiros onde atua recebe diversos apoios locais. Em Ubatuba, recebe o apoio da Arcor do Brasil e da Prefeitura Municipal.

Tartaruga Verde ou Aruanã

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